Questão 27
Física. Campo gerado pelo solenoide.

Considere o projétil mostrado na Figura 1 que consiste de uma pilha e um ímã em cada uma das extremidades, cada um deles fazendo contato com o solenoide. O atirador coloca o projétil completamente no interior do solenoide, começando da extremidade direita e, a partir desse momento, o projétil sai do repouso e acelera para a outra extremidade, conforme mostrado na Figura 2.
Dados:
- resistência por espira do solenoide: ;
- os pontos de contato dos ímãs com o solenoide sempre distam espiras;
- campo magnético produzido pelos ímãs: ;
- ddp da pilha: ;
- massa do projétil: ;
- comprimento do projétil: ;
- comprimento do solenoide: ;
- permeabilidade magnética do meio: .
Observação:
- experimentalmente estima-se que a força à qual o projétil é submetido, em Newtons, é numericamente igual a vezes o produto entre o campo magnético produzido pela circulação da corrente no interior do solenoide e o campo magnético produzido pelo ímã (ambos em Tesla).
Dado o contexto, o projétil começa a deixar o solenoide à velocidade, em m/s, de:
- Alternativa correta
Gabarito A
Resolução
O problema encadeia três etapas independentes: um circuito (para achar a corrente), um solenoide (para achar o campo que essa corrente cria) e uma dinâmica de força constante (para achar a velocidade final). Vamos uma a uma.
1. A corrente no circuito — Primeira Lei de Ohm. A pilha, através dos dois ímãs, faz contato com dois pontos do solenoide separados por espiras. Como o solenoide é um fio aberto, as duas “pontas” que sobram não fecham circuito e não conduzem: a corrente circula apenas pelo trecho de espiras compreendido entre os contatos. Logo,
2. O campo criado pela corrente — solenoide ideal. O campo no interior de um solenoide percorrido por corrente é
onde é o número de espiras por unidade de comprimento. As espiras que conduzem ocupam exatamente o comprimento do projétil, :
3. A força e a aceleração — Segunda Lei de Newton. Pela observação do enunciado,
Com ,
4. O deslocamento disponível. O projétil parte completamente dentro do solenoide, encostado na extremidade direita, e “começa a deixar o solenoide” quando sua ponta dianteira alcança a extremidade esquerda. Nesse intervalo, o projétil percorre

5. Equação de Torricelli. Partindo do repouso com aceleração constante,
A ordem de grandeza é coerente com um “canhão de Gauss” caseiro: alguns metros por segundo. Note que a hipótese de força constante é razoável porque, à medida que o projétil avança, ele sempre curto-circuita as mesmas espiras, mantendo corrente e campo inalterados.
