Brasão do ITAITA 2026/202748 de 48 questões publicadas

Matemática

12 questões

Física

12 questões

Química

12 questões

Inglês

12 questões

Questão 29

Química. Cinética química — ordem de reação e equação de Arrhenius.

Um estudante pretende realizar um estudo cinético de uma reação do tipo Q →\rightarrow R ++ T. Para isso, ele irá acompanhar a concentração de Q ao longo do tempo. Antes de iniciar os experimentos, ele estabelece as seguintes hipóteses:

I. Variar a concentração inicial de Q permite determinar a ordem da reação, desde que a temperatura seja mantida constante.

II. Conhecendo a ordem da reação, é possível determinar a energia de ativação a partir de experimentos realizados em diferentes temperaturas.

III. Conhecendo a constante de velocidade em uma determinada temperatura, é possível determinar a constante de velocidade em uma temperatura 10 ∘C10\ ^\circ\mathrm{C} mais alta, sem a necessidade de novos experimentos.

IV. Se a reação for de primeira ordem, o tempo de meia-vida não depende da concentração inicial de Q.

V. Conhecendo a energia de ativação e a ordem de reação, é possível determinar a constante de velocidade em qualquer temperatura, desde que esses parâmetros permaneçam constantes na faixa de temperatura considerada.

Das hipóteses acima, estão ERRADAS

  1. apenas I e II.

  2. apenas I e IV.

  3. apenas II e III.

  4. apenas III e V.

    Alternativa correta
  5. apenas IV e V.

Gabarito D

Resolução

A lei de velocidade, que descreve como a rapidez depende da concentração:
v=k [Q] nv = k\,[\text{Q}]^{\,n}
A equação de Arrhenius, que descreve como a constante de velocidade depende da temperatura:
k=A e−Ea/RTk = A\,e^{-E_a/RT}

I - O método das velocidades iniciais consiste exatamente nisso, variar a concentração inicial do reagente, medir a velocidade correspondente e comparar. Como a constante de velocidade só depende da temperatura, mantê-la fixa garante que a variação observada na velocidade venha só da concentração, o que permite isolar o expoente. A hipótese está certa.

II - Conhecida a ordem, a constante de velocidade em cada temperatura pode ser determinada aplicando o logaritmo a Arrhenius,
ln⁡k=ln⁡A−EaR⋅1T\ln k = \ln A - \frac{E_a}{R}\cdot\frac{1}{T}
e medindo a constante em pelo menos duas temperaturas, a energia de ativação sai do coeficiente angular. A hipótese está certa.

III - Conhecer a constante de velocidade em uma única temperatura não basta para prever a constante em outra, porque o quanto ela cresce depende da energia de ativação, que não foi determinada. Para duas temperaturas,
ln⁡k2k1=EaR(1T1−1T2)\ln\frac{k_2}{k_1} = \frac{E_a}{R}\left(\frac{1}{T_1} - \frac{1}{T_2}\right)
e sem a energia de ativação o segundo membro é desconhecido. A regra prática de que a velocidade dobra a cada 10 ∘C10\ ^\circ\mathrm{C} é uma aproximação grosseira, válida só para certas faixas de energia de ativação, e não um resultado geral. A hipótese está errada.

IV - Para uma reação de primeira ordem, a integração da lei de velocidade conduz ao tempo de meia-vida
t1/2=ln⁡2kt_{1/2} = \frac{\ln 2}{k}
expressão em que a concentração inicial simplesmente não aparece. É justamente essa independência que torna a meia-vida uma assinatura da primeira ordem. A hipótese está certa.

V - A energia de ativação e a ordem de reação não determinam a constante de velocidade, porque falta o fator pré-exponencial. Na equação de Arrhenius, a energia de ativação diz apenas como a constante varia com a temperatura, não qual é o seu valor. Sem um valor de referência da constante, ou sem o fator pré-exponencial, nenhuma temperatura pode ser calculada. A hipótese está errada.

Estão erradas III e V.