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Questão 11

Matemática. Geometria espacial — volume de um tetraedro isósceles.

Um tetraedro possui quatro arestas de tamanho 3\sqrt{3} e duas arestas opostas de tamanho 22. O volume desse tetraedro é

  1. 13\dfrac{1}{3}.

  2. 23\dfrac{2}{3}.

    Alternativa correta
  3. 43\dfrac{4}{3}.

  4. 11.

  5. 53\dfrac{5}{3}.

Gabarito B

Resolução

A palavra-chave é opostas: num tetraedro, duas arestas opostas são as que não têm vértice em comum. Chamando o tetraedro de ABCDABCD, podemos supor
AB=CD=2,AC=AD=BC=BD=3AB=CD=2, \qquad AC=AD=BC=BD=\sqrt{3}
Essa configuração tem uma simetria muito forte, e é ela que organiza toda a resolução: o segmento que une os pontos médios das duas arestas opostas é perpendicular a ambas, e funciona como a “altura efetiva” do sólido.

Localizando o pé da perpendicular na aresta CD: olhe primeiro para o triângulo ACDACD. Ele tem AC=AD=3AC=AD=\sqrt{3} e base CD=2CD=2, logo é isósceles e a mediana relativa a CDCD também é altura. Sendo NN o ponto médio de CDCD, temos CN=ND=1CN=ND=1 e, por Pitágoras no triângulo retângulo ANCANC,
AN=AC2−CN2=3−1=2AN=\sqrt{AC^{2}-CN^{2}}=\sqrt{3-1}=\sqrt{2}
Pelo mesmo argumento no triângulo BCDBCD, que tem exatamente as mesmas medidas,
BN=2BN=\sqrt{2}
Como ANAN e BNBN são ambos perpendiculares a CDCD, a reta CDCD é perpendicular ao plano ABNABN — é este o fato que desbloqueia o problema.

Medindo a distância entre as duas arestas opostas: agora olhe para o triângulo ABNABN. Ele tem AN=BN=2AN=BN=\sqrt{2} e base AB=2AB=2, ou seja, também é isósceles. Sendo MM o ponto médio de ABAB, temos AM=MB=1AM=MB=1 e
MN=AN2−AM2=2−1=1MN=\sqrt{AN^{2}-AM^{2}}=\sqrt{2-1}=1
O segmento MNMN é perpendicular a ABAB (por ser altura desse triângulo isósceles) e também é perpendicular a CDCD (pois está contido no plano ABNABN, que é perpendicular a CDCD). Logo MNMN é a perpendicular comum às duas arestas opostas, e a distância entre as retas suportes de ABAB e CDCD vale
d=MN=1d=MN=1

Determinando o ângulo entre as arestas opostas: como CDCD é perpendicular ao plano ABNABN, e a reta ABAB está nesse plano, as duas arestas opostas são perpendiculares entre si:
θ=90∘  ⟹  sen⁡θ=1\theta=90^{\circ} \;\Longrightarrow\; \sen \theta=1

Aplicando a fórmula do volume por arestas opostas: para um tetraedro cujas arestas opostas medem aa e bb, separadas por distância dd e formando ângulo θ\theta, vale
V=16 a b d sen⁡θV=\frac{1}{6}\,a\,b\,d\,\sen \theta
Substituindo a=AB=2a=AB=2, b=CD=2b=CD=2, d=1d=1 e sen⁡θ=1\sen \theta=1:
V=16⋅2⋅2⋅1⋅1=46=23V=\frac{1}{6}\cdot 2\cdot 2\cdot 1\cdot 1=\frac{4}{6}=\frac{2}{3}

Resolução alternativa — decompondo em duas pirâmides

Quem não quiser recorrer à fórmula das arestas opostas pode cortar o tetraedro pelo plano ABNABN, que contém MM e NN e é perpendicular a CDCD. Esse corte separa ABCDABCD em duas pirâmides, ABNCABNC e ABNDABND, ambas com a mesma base: o triângulo ABNABN.

A área dessa base é
[ABN]=AB⋅MN2=2⋅12=1[ABN]=\frac{AB\cdot MN}{2}=\frac{2\cdot 1}{2}=1
As alturas das duas pirâmides são CN=1CN=1 e ND=1ND=1, pois CDCD é perpendicular ao plano ABNABN. Somando,
V=13⋅1⋅1+13⋅1⋅1=23V=\frac{1}{3}\cdot 1\cdot 1+\frac{1}{3}\cdot 1\cdot 1=\frac{2}{3}
O mesmo resultado, obtido só com a fórmula do volume da pirâmide.

O volume do tetraedro é 23\frac{2}{3}.